O Feudalismo
Idade Média: “período de trevas”, idade do catolicismo, fase de obscurantismo e teocentrismo, no qual todas as explicações naturais e sociais eram baseadas em Deus. Foi nesta fase que a Igreja Católica consolidou seu poder sobre a civilização ocidental. Isso se deveu a não existência de um poder civil organizado na época, que estruturou essa excessiva religiosidade medieval.
Como isso ocorreu: A queda do Império Romano no séc. V determinou uma fragmentação do poder público, produzindo um vazio de poder, ocupado depois pelas frágeis monarquias medievais (guerreiros, cavaleiros e senhores feudais). A Igreja Católica passou a exercer poder universal por toda a Europa Ocidental, valendo-se de meios coercitivos para isso (Tribunal da Inquisição e torturas: instrumentos judiciais para combater heresias). Mas a Igreja também exercia um papel regulador da sociedade medieval, através de regras morais que mantinham a ordem na época em que não existia um Estado com funções policiais.
Essa inexistência de um Estado Nacional criava um clima de insegurança, o que tornou o castelo um símbolo da Idade Média. Um castelo fortificado era a segurança que os camponeses pobres procuravam. Eram indefesos por não terem armas e eram reduzidos à condição de servos, colocando-se sobre proteção de um clérigo ou cavaleiro em uma relação de dependência mútua chamada feudo-vassálica. A sociedade era dividida de modo altamente hierárquico: Clérigos e Nobres representavam uma elite aristocrática que vivia da exploração dos demais membros da sociedade, o Campesinato, que trabalha para sobreviver e paga impostos com alimentos produzidos. A mobilidade vertical era praticamente inexistente e o nascimento determinava o seu local na sociedade.
A Idade Média era uma época em que a vida rural ainda era predominante. Sobre os feudos, eram a unidade territorial da terra, e quanto mais terra você possuísse, mais poderoso você era. A baixa produtividade agrícola (agricultura de subsistência, sem excedentes) causava fome, revoltas camponesas (jacqueries) e baixo nível de comércio também devido a insegurança social e ao desequilíbrio monetário (cada feudo emitia sua própria moeda).
A urbanização medieval foi herança das Cruzadas (expedições católicas com o objetivo de expulsar os muçulmanos da Terra Santa). Estas expedições provocaram a retomada do comércio da Europa Ocidental com o Oriente via mar Mediterrâneo através dos Italianos (negociavam em Jerusalém produtos do Oriente, como seda e especiarias), o que favoreceu o surgimento de uma nova classe de comerciantes: a burguesia.
Como essa classe surgiu: devido as novas técnicas de produção (como a rotação de culturas ou uso de artefatos para facilitar a agricultura) que aumentaram a produção e consequentemente criaram excedentes, que passaram a ser trocados por outros alimentos entre os camponeses (para facilitar cunhavam moedas de ouro e passaram a trocá-las também). Para facilitar o comércio, os camponeses “marcavam” em certos lugares para se reunirem e fazerem trocas, eram as chamadas feiras, que se desenvolveram para vilas e mais tarde para burgos (cidades cercadas). Os habitantes dos burgos (comerciantes) eram os chamados burgueses.
Crise do séc. XIV: a fome, conhecida a muito tempo pelos europeus, foi agravada pela Peste Negra (morte de ⅓ da população européia sem distinção de grupo social). A doença agravou os problemas de produção de alimentos pois os camponeses foram dizimados, causando revoltas camponesas. Para piorar a situação haviam também as guerras (Guerra dos 100 Anos: França x Inglaterra disputando a região de Flandres, produtora de tecido e centro comercial ligada a França por vassalagem e economicamente à Inglaterra, a vencedora) e o esgotamento do metal precioso da Europa (comércio com os Italianos por produtos exóticos).
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