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sexta-feira, 8 de abril de 2011

★ 3ª Revolução Industrial !

 3ª Revolução Industrial
(Revolução Técnico-Científica)

A partir da 2ª metade do século XX, iniciou-se uma nova fase de processos tecnológicos, decorrentes de uma integração física entre ciência e produção, que aplicava as descobertas científicas no processo produtivo, a 3ª revolução industrial:

• Local / Época: oeste dos EUA (Vale do Silício – tecnopolo) / 1970.

• Novos tipos de indústrias: informática, microeletrônica, robótica, telecomunicações, aeroespacial, biotecnologia, nanotecnologia e química fina.

• Energia: nuclear e fontes alternativas (ex: urânio).

• Fortes transformações nos meios de transferência: comunicação (o meio técnico-científico-informacional possibilitou o desenvolvimento das infovias: internet, celular, etc – informação em tempo real -) e transporte (trens de alta velocidade, mega navios e mega aviões)

• Matéria-prima: Silício (microships)

• Surgimento dos Tecnopolos: reunião de diversas atividades de alta tecnologia, empresas, universidades e centros de pesquisa, etc. São originários dos EUA desde que a Universidade de Stanford criou o Vale do Silício (outros tecnopolos: Tsukuba, Japão e Campinas, Brasil).

• Expansão espacial de empresas multinacionais.

• Ampliação do desemprego (robôs).

• Globalização: integração do espaço geográfico mundial que intensifica as relações econômicas e culturais entre os países.

★ Crise do Fordismo e o novo modelo: Pós-Fordismo !


Crise do Fordismo e o novo modelo: Pós-Fordismo 
(Toyotismo ou Modelo Flexível)


Após algum tempo, o Fordismo começou a apresentar fatores negativos que contribuíram para sua substituição, foram eles:

• Elevada obsolência programada: a durabilidade dos produtos padronizados (poucas opções para o consumidor) estava saturando os mercados, reduzindo o consumo em massa.
• O consumo em massa reduziu e os salários continuaram em ascensão.
• Crise do modelo Keynesiano: altos gastos públicos.

Para evitar uma nova crise, foi necessária uma flexibilização da produção e do trabalho, dando origem ao novo modelo Toyotista, que teve como características:

(Flexibilização da Produção)

• Substituição da questão da padronização por uma personalização dos produtos (novos modelos, cores e etc para os consumidores. Inclusive, com a 3ª Revolução Industrial as empresas deram a opção de personalizar seus produtos a partir de compras pela internet).
• Redução do ciclo de obsolência dos produtos, seu tempo de vida (a qualidade agora não era medida pela durabilidade, mas sim pelo grau de tecnologia.  O maior exemplo disso é o celular. “Quando um produto chega ao mercado ele já está obsoleto”).
• Busca de novas áreas industriais que ofereçam mais vantagens para a produção (Deseconomia de Aglomeração).
• Modificação da questão dos grandes estoques, ao invés de produzir em massa para vender depois, agora vende e depois produz na quantidade certa, necessária (Just-in-Time)

(Flexibilização do Trabalho)

• Automação da produção: graças aos avanços da 3ª Revolução Industrial foi possível substituir a mão-de-obra humana por robôs. Um grande volume de trabalhadores especializados seria substituído por trabalhadores qualificados.
• Global Sourcer (Produção Global): as empresas puderam fugir de locais com mão-de-obra de baixa qualificação e preços elevados para buscar um trabalho mais barato em economias emergentes.

Os avanços tecnológicos da Terceira Revolução Industrial foram fundamentais para esse novo modelo.



A nova doutrina econômica adotada foi o Neoliberalismo, que tinha como características:

• Intervenção mínima do Estado na economia (deixando o mercado se autorregular com total liberdade)
• Defende que o indivíduo tem mais importância que o Estado e busca o bem estar social.
• Esta doutrina é representada por: privatizações, investimentos em educação, acordos comerciais, estabilidade econômica, ampliação dos meios de transporte e do meio técnico científico informacional e pela flexibilização legislativa.

★ Keynesianismo e Fordismo, soluções para a Crise !

Keynesianismo e Fordismo, soluções para a Crise

O modelo fordista e a doutrina keynesiana recuperaram os EUA e permitiram a continuidade do desenvolvimento capitalista.
O Fordismo foi um modelo de produção que tinha como características:

• Produção padronizada, em massa (produção em massa = consumo em massa), em larga escala, full time e com grandes estoques.
• Trabalho especializado, com salários ascendentes (para movimentar o capital), garantias trabalhistas e fortes sindicatos.

• Forte concentração das indústrias (Economia de Aglomeração).

A doutrina era keynesiana (wellfare state, ou estado de bem estar social), a qual defendia a realização de obras públicas, criação de empresas, cargos públicos (empregos), investimento em setores públicos, etc. O Keynesianismo pregava a intervenção do Estado na economia e em todos os aspectos necessários. O objetivo da doutrina é manter o crescimento da demanda em paridade com o aumento da capacidade produtiva da economia. Nos EUA essa doutrina foi introduzida através do New Deal do então presidente Franklin Roosevelt. Algumas medidas do New Deal que reergueram a economia norte-americana:

• Concessão de crédito agrícola a pequenos produtores familiares.
• Criação da Previdência Social.
• Controle da corrupção no governo.
• Incentivo à criação de sindicatos.

Essas medidas em associação com as concepções do Fordismo ampliaram o consumismo e crescimento econômico. Porém, essa prosperidade começaria a ser desmontada devido às próprias características do Fordismo e do Keynesianismo, assim, um novo modelo produtivo e uma nova doutrina econômica surgirão: o Pós-Fordismo e  o Neoliberalismo.

★ Taylorismo, Liberalismo e a Crise de 1929 !

Taylorismo, Liberalismo e a Crise de 1929

A Crise de 29, momento de forte estagnação da economia, foi causada principalmente por dois fatores: o modelo Taylorista de produção e o liberalismo econômico.

O Taylorismo foi o modelo que consolidou o processo capitalista. Tinha como características:
• Padronização da produção em série para reduzir custos.
• Economia de mão-de-obra.
• Tem como objetivo aumentar a produtividade do trabalho.
• Trabalho de forma intensa, padronizado e fragmentado (“especialização” da mão-de-obra, trabalho repetitivo) para acabar com qualquer desperdício de tempo e aumentar a produção.
• Nega ao trabalhador qualquer manifestação criativa ou participação.

Contudo, os ganhos produtivos não resultaram num aumento salarial dos trabalhadores, o que reduziu o mercado consumidor interno dos EUA, de modo que o subconsumo não absorvia a superprodução resultante do aumento da produtividade. Mas para conter a crise, por que não foi reduzida a produção ? Não foi reduzida devido ao Liberalismo Econômico, um conjunto de princípios e teorias políticas que defendem a liberdade política e econômica, contrário à forte intervenção do Estado na economia. Porém o que realmente proporcionou a crise, foi a ideia central da doutrina liberal: a lei da oferta e da procura. Esta lei era baseada na ideia da autorregulação da economia, o que fez os industriais não intervirem nela pois mesmo com a redução das vendas e o aumento dos estoques, o problema econômico se resolveria. O que não aconteceu.

Em 1929, na “Quinta-feira negra”, milhões de títulos e ações foram colocados à venda, sem que aparecessem compradores. Os preços dos títulos desabaram. Houve uma sequência de falências, desemprego, crise alimentar e até suicídios. Entretanto, a partir de 1933 os EUA iniciaram sua recuperação econômica, a partir de medidas tomadas pelo presidente Franklin Roosevelt (New Deal), e pelo novo modelo produtivo, o Fordismo.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

★ 1ª e 2ª Revoluções Industriais !

1ª e 2ª Revoluções Industriais

A Revolução Industrial pode ser considerada um conjunto de profundas mudanças nos métodos de transformação de matérias-primas em produtos, a partir do trabalho humano. A Revolução Industrial deu início a uma era de grande prosperidade, possibilitando a consolidação do capitalismo, o aumento da produtividade, o desenvolvimento tecnológico e a formação de uma economia globalizada.

De acordo com o produto a ser fabricado, a indústria busca uma localização favorável, que reduza os custos produtivos e seja próxima de mercados consumidores, ampliando a produtividade. Essas necessidades das fábricas chamam-se fatores locacionais. Os principais são: matérias-prima, fonte de energia, mão de obra, mercado consumidor, infraestrutura de transporte, rede de comunicações e incentivos fiscais.

Tipos de Indústrias:

» Indústria de base ou de bens de consumo: transformam matérias-primas brutas em industriais para outros tipos de indústrias (ex: siderúrgicas e petroquímicas).

» Indústria de bens de capital: produz máquinas e equipamentos para outras indústrias.

» Indústria de bens de consumo: seus produtos são destinados ao abastecimento da população, ao mercado consumidor (podem ser produtos duráveis – ex: carros – semiduráveis – ex: roupas – e não duráveis – ex: alimentos).


1ª Revolução Industrial:

» Local / Época: Grã-Bretanha / Início do séc. XVII.
» Fatores determinantes: grande acúmulo de capital e riquezas como nenhuma outra potência conseguiu devido ao intenso comércio, ascensão da burguesia ao poder, disponibilidade de matéria-prima, mão de ora abundante (o que criou exércitos de reserva, que manteve baixos salários), mercado consumidor interno forte e jazidas de carvão mineral.
» Tecnologia: avanço nas técnicas e equipamentos para produção e descoberta das máquinas a vapor.
» Principal tipo de indústria: têxtil.
» Matéria-Prima: algodão e lã.
» Fonte de Energia: carvão mineral.
» Transporte: trens e barcos.
» Condições de trabalho: longas jornadas de trabalho, péssimas condições de higiene e salubridade, exploração, baixos salários e trabalho infantil/feminino.

2ª Revolução Industrial:

» Local / Época: EUA, Japão e Alemanha / 2ª Metade do séc. XIX.
» O porquê do pioneirismo dos EUA: colonização de povoamento, intensa acumulação de capitais, vitória da burguesia na guerra da independência e na guerra de secessão, predomínio da religião protestante e grande oferta de recursos naturais no território (abastecimento das indústrias).
» Fatores determinantes: descoberta do aço, do petróleo e da eletricidade.
» Tecnologia: avanço nas técnicas e equipamentos para produção e desenvolvimento do motor a combustão interna e eletricidade.
» Principal tipo de indústria: automobilística e siderúrgica.
» Matéria-Prima: aço, ferro e petróleo.
» Fonte de Energia: petróleo e eletricidade.
» Transporte: carros, embarcações, trens, aviões.
» Condições de trabalho: melhores que as da 1ª Revolução Industrial.
» Nessa fase houve também o aparecimento de modelos de produção e mudanças na doutrina econômica.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

★ A Evolução do Capitalismo !

A Evolução do Capitalismo

O Capitalismo é o sistema hegemônico mundial, e suas características são: tem como objetivo o lucro e a reprodução do capital, os meios de produção são de propriedade privada, predomina o trabalho assalariado e a sociedade divide-se em classes de acordo com a renda. O Capitalismo se desenvolveu em 3 etapas:

Capitalismo Comercial ou Pré-Capitalismo:

» Perdurou entre os séculos XV e XVIII (colonialismo).
» Durante essa fase ocorreram as Grandes Navegações (Portugal e Espanha buscavam uma rota para as Índias).
» Ocorreu na fase de transição entre o Feudalismo e o Capitalismo.
» Chama-se Capitalismo Comercial pois a circulação de mercadorias (comércio) era a principal forma de obtenção de capitais na época.
» Neste período a economia funcionava sob a doutrina mercantilista (forte intervenção do Estado na economia para desenvolver a nação e ampliar o poder do Estado) .
» Forte preocupação no acúmulo de riquezas e manter o superávit a partir de metais preciosos (metalismo).
» Para isso também foi comum a prática do Pacto Colonial (as colônias exportavam para as metrópoles com preço baixo e importavam da mesma com preço elevado)
» Essa acumulação primitiva de capital, entre outros fatores, possibilitou a ocorrência de transformações na produção e reprodução do capital, a partir da Revolução Industrial, iniciando assim a segunda etapa do capitalismo.

Capitalismo Industrial:

» Perdurou entre os séculos XVIII e XIX (surgiu com a Revolução Industrial).
» A Revolução Industrial modificou a forma de produzir, as relações de trabalho e a organização do espaço mundial. Também aumentou a produtividade, o lucro e a poluição. Com a Revolução Industrial a humanidade aumentou a capacidade de transformar a natureza, com as máquinas a vapor ou carvão mineral.
» A lucratividade passou a ser garantida pela mais-valia (parte do trabalho não paga ao trabalhador, ex: trabalha 8h e recebe 2h, o resto do tempo trabalhou de graça, esse é o valor não pago, uma exploração).
» Ascensão de uma burguesia industrial que era desfavorecida pela nova doutrina econômica, o Liberalismo Econômico (livre concorrência).
» No séc. XIX houve uma expansão da atividade produtiva pela Europa Ociedental, houve uma melhoria nas tecnologias já desenvolvidas, ampliando mais ainda a produtividade, o que ocasionou mais tarde a Segunda Revolução Industrial (com novas fontes de energia – petróleo e eletricidade - , novas matérias primas – aço – e tecnologias – motor de combustão interna). Sendo EUA e Alemanha os pioneiros.
» A expansão produtiva fez surgir a necessidade de novos mercados, novas áreas para investir e novas áreas fornecedoras de matéria-prima, o que fez com que as potências industriais européias iniciarem a expansão imperialista, na África (Conferência de Berlim: partilha africana) e na Ásia. O imperialismo gerou conseqüências humanas, políticas, sociais e econômicas deprimentes ao continente africano.
» A partir do imperialismo, houve a Divisão Internacional do Trabalho (DIT), que inseria diferentes países na economia capitalista de acordo com suas funções. As colônias forneciam matérias primas e as potências as industrializavam.

Capitalismo Financeiro ou Monopolista:

» Perdura do século XX até hoje (globalização).
» Se consolidou pós Primeira Guerra.
» Com a forte expansão da economia capitalista (devido à industrialização, globalização...) observou-se uma forte concentração de capitais, devido a grande concorrência existente. Isso favoreceu as grandes empresas, levando-as a fusões e incorporações.
» Nessa etapa ocorreu uma intensificação nos mercados de capitais (especulativo), pois diversas empresas venderam suas ações, e com isso houve o fortalecimento de bancos, bolsas e seguradoras.
» Em 1929 a superprodução industrial e agrícola, associada ao subconsumo e ao pensamento Liberal provocaram um período de forte crise, que teve como marco a quebra da bolsa de Nova Iorque, a Crise de 29 ou Grande Depressão, que começou a ser solucionada em 1930 com a política do New Deal do presidente Roosevelt.
» Grande desigualdade econômica e social.